Importância da qualificação em Cloud & Microsoft MVP Award 2017

Apesar de 2016 ter sido um ano muito complicado para a maioria dos Brasileiros, devo admitir que o meu foi muito bom tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Para mim, foram muitos desafios do início ao fim não só executando e gerenciando projetos como pensando fora da caixa ao entregar novas soluções para nossos clientes e parceiros. É claro que foi um ano de muitas dificuldades econômicas e muitas empresas optaram por não investir em novos projetos, principalmente quando falamos de uma mudança radical de paradigmas como é Cloud Computing, mesmo assim, meu ano na empresa em que trabalho foi excepcional. Semana atrás de semana com novas demandas de clientes que já utilizam ou não a plataforma do Microsoft Azure, nos tornamos um dos maiores parceiros Microsoft em entrega de serviços de nuvem e referência em soluções IaaS, PaaS e SaaS.

O Azure no Brasil ainda está muito atrás do que poderia ser se comparado ao resto do mundo. Eu não lembro exatamente o número, mas por aqui tem crescido tímidos 50%. Parece um número alto, mas o resto do mundo tem crescido para lá dos 100-150% nos últimos anos. Isso não tem relação apenas com a crise econômica que vivemos, até porque quando falamos em Cloud Computing, também falamos em redução de custos. Vale lembrar que a nuvem não é apenas uma forma adicional de hosting, aliás, se apenas pensarmos na nuvem como um hosting para nossa infraestrutura, pode ser que se torne até mais caro que outros modelos convencionais por conta de muitas variáveis difíceis de serem contabilizadas. Ser um especialista em nuvem é saber identificar estas oportunidades e não apenas migrar e criar máquinas virtuais, é saber a melhor forma de fazê-lo, é saber que há diferenças de implementação e arquitetura dependendo do tipo de aplicação, é saber que com um pouco mais de esforço você pode entregar ganhos muito maiores, é utilizar a inteligência da plataforma a seu favor e, além disso, é também saber dizer não quando certas demandas não fazem sentido.

Dito isso, acredito que o fraco crescimento do Azure no Brasil se deve a falta de profissionais qualificados na plataforma. É difícil contabilizar a quantidade de projetos de reestruturação que peguei com bizarrices de arquitetura e grandes quantidades de AS-IS de infraestrutura ou uso inadequado do PaaS. Para muitas empresas, talvez o AS-IS funcione, já que muitos tendem a superdimensionar a infra local, mas para outros, principalmente grandes corporações com sistemas de ERP/SAP complexos e demandas na faixa de milhões de acessos por dia, o básico não seja o suficiente. Mas o problema é que se nem o consultor responsável pela pré-venda consegue passar a confiança de que é possível migrar os ambientes críticos de uma empresa para a nuvem, quem é que vai assinar um contrato e se arriscar?

Bem, finalmente a Microsoft entendeu isso e vem promovendo campanhas incansavelmente para capacitar os profissionais do mercado em sua plataforma, principalmente nos parceiros de serviço e licenciamento. Eu não tenho a menor dúvida de que o futuro é Cloud e o Azure só está começando. Tive a felicidade de começar minha jornada ainda em 2011, quando tudo ainda era muito embrionário, mas a velocidade de atualização e implementação de novas funcionalidades tem sido exponencial. Hoje há muito mais na plataforma do que consigo utilizar e há espaços para todos os tipos de profissionais. Aliás, aqui cabe outra reflexão sobre o profissional de TI tradicional. É hora de se renovar. Cloud é muito mais do que infraestrutura, de fato, menos de 15% do que compõe o Azure hoje é voltado para infra. Eu não estou dizendo que você precisará sair aprendendo a desenvolver em diferentes linguagens e plataformas, mas mais do que nunca, a cultura Devops vem se tornando essencial para a maioria das empresas. Entender o ciclo de desenvolvimento de uma aplicação, automações e soluções que fazem parte deste conjunto já é mais do que obrigatório, e pasmem, a nuvem já vem preparada para isso!

Há muita coisa nova que quero trazer para 2017, se depender de mim, continuarei fomentando, ensinando e praticando Cloud para todos, mas meu foco principal será aqueles que já iniciaram a sua jornada! Acho que falta um empurrão extra para ir além. No mais, falando agora do prêmio de MVP, eu não cheguei onde cheguei se não tivesse grandes profissionais e amigos ao meu lado. Os que colocam suas metas muito acima do possível é que alcançam o impossível, são eles: Eduardo Sena, Thiago Guirotto, Michel Jatoba, Wellington Agápto e Erick Albuquerque. Há muitos outros que poderia citar, grandes profissionais e companheiros de trabalho que inspiram, ensinam e prezam a qualidade de tudo o que fazem, mas essa é uma lista longa que prefiro deixa para uma próxima. 🙂

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